Muitas informações contraditórias circulam na rede e dificultam a vida do viajante na hora de saber se é obrigatória ou não a vacina contra a febre amarela para viagens internacionais. Principalmente nos últimos anos, em que o Brasil vem sofrendo com surtos de doenças transmitidas por mosquitos.

No início deste ano, o Comitê de Emergência da OMS – Organização Mundial de Saúde recomendou a declaração de “Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional – ESPII” por causa do alto número de casos de microcefalia e outros transtornos neurológicos registrados no Brasil (caso semelhante aconteceu com a Polinésia Francesa em 2014). O site da Agência Brasil explica com detalhes o que isso significa em um cenário de risco à saúde mundial.

Quase perdemos a viagem!
Agora, em novembro deste ano, quase fomos impedidos de entrar na Tailândia. Ao chegar no Aeroporto Internacional de Bangkok – Suvarnabhumi, fomos direto ao guichê de Controle Sanitário para a conferência da vacina. Comigo, estava tudo certo. Mas, o funcionário do setor não queria aceitar o carimbo brasileiro da carteirinha do Duda, e quase o mandou de volta! Como ele perdeu a primeira via da Carteira Internacional de Vacinação e Profilaxia – CIVP, foi em uma clínica de vacinas para pegar a segunda via.

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Apresentando a carteira nacional, a atendente disse a ele que não precisava tomar o reforço, pois agora no Brasil a vacina de febre amarela é “a life”, ou seja, válida para a vida toda. Mas, ela estava mal informada e quase colocou nossa viagem a perder.

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Por causa da declaração da OMS, alguns países ficaram mais rigorosos neste controle e exigem a comprovação da vacina, chegando a impedir a entrada de estrangeiros vindos de países com risco de contaminação por febre amarela (que é o caso do Brasil). E o pior, pouca gente sabe disso! Depois de mais de meia hora e muito argumentar, acho que o atendente ficou com pena e acabou liberando a gente.

 Que países exigem a vacina?

A OMS – Organização Mundial de Saúde – disponibiliza em seu site uma lista completa dos mais de 120 países que exigem a Carteira Internacional de Vacinação e Profilaxia – CIVP, que comprova a imunização contra a doença. As normas internacionais de prevenção à doenças contagiosas são definidas pelo Regulamento Sanitário Internacional

Como e onde emitir Carteira Internacional de Vacinação e Profilaxia – CIVP 

  • O primeiro passo é tomar a vacina. Ela é aplicada gratuitamente nos postos de saúde da rede pública e também vendida em clínicas de vacinação. No caso da primeira dose, a vacina deve ser tomada 10 dias antes da viagem para fazer o efeito de imunização esperado. Para o reforço não precisa.
  • O documento que antes só era emitido em postos da Anvisa, agora pode ser feito em unidades de saúde e fica pronto na hora.
  • Para a emissão do CIVP é necessário apresentar, pessoalmente, o cartão nacional de vacinação e um documento de identidade original com foto. Se a carteirinha precisar ser feita por procuração, entre no site da Anvisa para saber como proceder.
  • Nos casos em que a vacina é contraindicada, o viajante deve portar um Atestado de Isenção de Vacinação. Neste caso, é importante se informar no Consulado do país a ser visitado se atualmente este documento é aceito.

* Em caso de dúvidas, consulte o site da Anvisa no link para viajantes.
* No site da OMS você também pode saber sobre possíveis riscos de saúde nos países para os quais você pretende viajar.