Fizemos esta viagem entre outubro e novembro de 2016. Tudo começou quando apareceu uma super promoção da Etihad Airways com roteiro São Paulo – Abu Dhabi (Emirados Árabes) – Bangkok (Tailândia). Optamos pelo ticket no sistema stop over – quando a conexão pode ser interrompida, e aproveitamos para conhecer Dubai e Abu Dhabi. Foi super bacana e todos os detalhes estão em posts especiais.

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Nosso destino era as ilhas da Tailândia, então decidimos levar a bagagem o mais leve possível. Além das companhias aéreas cobrarem um valor tanto alto por quilo, precisávamos de bagagens mais práticas para carregar. É oportuno dizer que vimos cenas de viajantes sofrendo para carregar malas na areia da praia ou tendo que contratar alguém para essa missão.

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Para isso, as mochilas da Deuter foram nossas companheiras, assim não teríamos problemas em pagar bagagem extra nos voos domésticos na Tailândia e teríamos facilidade em nos locomover nas ilhas com “nossa vida” nas costas.  Os tickets aéreos custaram em torno de R$ 2.100, por pessoa com taxa e fizemos em 5x no cartão (ainda pontuando com milhas para as próximas viagens). Foram quase 14 horas de voo até os Emirados Árabes. Depois de três dias em Abu Dhabi e Dubai, seguimos nosso voo para Bangkok. A viagem durou seis horas e chegamos no Suvarnabhumi Airport.

Dica: Faça o câmbio ainda no aeroporto, pois a maioria dois lugares nas ilhas não aceitam cartão de crédito.

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Chegamos a noite e fomos para um hotel próximo ao aeroporto, o Dwalla, que oferece serviço de transfer. O hotel era baratinho e bem simples, mas com camas novas e boas e um chuveiro razoável. Café da manhã ok. Logo cedo, pegamos o voo para Krabi.

Fomos pela Bangkok Airways e o voo teve duração de 1h. Os tickets custaram em torno de R$800 para os dois.

No aeroporto, a companhia tem um lounge com alguns lanchinhos, chá, café e achocolatados free.

Dica: Os voos domésticos têm restrições de bagagem. Até 20kg, a bagagem é livre. Mais que isso é preciso pagar, e é caro. Por isso, pesquise antes de comprar o ticket a tarifa praticada pela companhia aérea, para não ter surpresas.

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Chegamos ás 10:30 e pegamos um taxi para ir até o píer de onde sai o ferri para Phi Phi Don. O Duda comprou nossos tickets do ferry ainda no Brasil e pôde optar por ter um taxi nos esperando. Os tickets para os dois, mais o taxi privativo para nos levar até o píer custou US$ 57. O trajeto até lá demora uns 30 minutos. A saída para Phi Phi Don era 13h30 então, tivemos que esperar cerca de 1h.

De Krabi até Phi Phi Don tem duração média de 1h30 e a viagem é bem tranquila. O calor era intenso, então, parte da viagem fizemos do lado de fora curtindo o vento e o visual. FOTO ferri

Dica: Em todas as áreas públicas é proibido consumir bebida alcoólica, inclusive no píer, sob pena de multa de 10mil Bahts ou seis meses de prisão. Fumar também não pode.

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Na chegada em Phi Phi Don, pelo Ton Sai Pier, você já se depara com um cenário de filme. Os tradicionais longtails, barcos de madeira com flores na proa, estacionados no píer já davam uma mostra do paraíso que nós iríamos viver pelos próximos dias. Ruelas estreitas, lojinhas movimentadas, muitos gatos soltos livres pelas ruas e muita gente falando ao mesmo tempo. É a energia do povo tailandês.

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Ficamos hospedados no Panmanee Hotel, há uma quadra do píer de chegada, no Mercado Panmanee. O hotel é novíssimo, quartos grandes, completos e super confortáveis, extremamente limpo e bem localizado. O café da manhã é excelente. E ainda tem serviço de lavanderia disponível por 60 Bahts (pouco mis de R$ 5), o quilo. Basta levar as roupas na recepção pela manhã e pegar de tarde. Tudo lavado e cheiroso com o maior capricho (lembra da bagagem pequena? Está aí a solução!). Este hotel custou US$ 50 a diária e está super recomendado.  A ilha tem diversas outras opções de pousadas, hostels, albergues e hotéis de luxo inclusive, para casais que pretendem fazer os votos do casamento em um cenário cinematográfico.

A fome apertou e fomos comer Pad-Thai em um restaurante dentro do Mercado Panmanee, o Pa-Noi. É um lugar bem simples e pitoresco, frequentado por viajantes do mundo todo que deixam seus registros escritos nas paredes. A comida é simplesmente maravilhosa e nem preciso dizer que comemos muitas vezes lá. Os preços são muito bons também. Um Pad-Thai custa 100 Bahts (+/- R$ 8,00).

Depois de comer, fomos explorar o lugar. Saímos sem destino. Assim, pudemos sentir a vibe da ilha. Entrando pelas ruelas, a gente acabou chegando na área onde ficam os hostels. Gente descolada, a fim de fazer amigos. Lá fica também um famoso bar de Muay-Thai. Quando estivemos lá, o país estava de luto pela morte do Rei Bhumibol Adulyadej, então, as lutas estavam mais espaçadas. Mas, se você tiver a oportunidade, vá assistir a uma luta. Afinal, a Tailândia é o berço desta arte milenar.

Nessa região também se concentram as baladas de noite. Do lado de Loh Dalam Bay, ficam os party hostels, os hostels onde a galera vai mesmo é pra fazer balada. Todas as noites, rolam agitos super bacanas. Os bares colocam tochas acesas na areia, onde clientes e hóspedes podem ficar relaxando sobre colchonetes enquanto bebem e curtem um som eletrônico bem psicodélico. Pra incrementar ainda mais o clima “será que estou num filme”, você pode fazer uma pintura no corpo com aquelas tintas fluorescentes e dançar o resto da noite com o pé na areia e no mar.

Há ainda os que desafiam outros numa mesa parecida com tênis de mesa, onde a única semelhança é uma bolinha quicando. O objetivo do jogo é acertar a bolinha em um copo. Quem perde, tem que beber uma dose de qualquer coisa alcoólica. Enfim, a graça é beber, se divertir e curtir a vibe. Nós, só fomos expectadores.

No dia seguinte, acordamos cedo para explorar o arquipélago. Alugamos ali mesmo na região do píer um longtail só pra nós. Para um passeio de seis horas pelas principais ilhas, com direito a paradinhas para banho, investimos 3 mil Bahts (mais ou menos R$ 240). Valeu cada centavo, porque a gente pôde ir parando e curtindo o passeio e ainda ficamos amigos do nosso condutor. Tem também a opção de pegar um longtail coletivo. É mais em conta, mas você fica meio em função da programação do grupo.

Dica: Para deixar o passeio ainda mais exclusivo (e muito mais barato!), compramos lanche e bebida para levar. Nós levamos um cooler que é nosso companheiro de viagem, mas se você não tiver, pode comprar uma caixa de isopor gastando bem pouco. 

Acredite, vai ser uma excelente ideia você levar água de coco, água, uma cervejinha se gostar, além de uns snacks. (Vou confessar que nós somos adeptos á lancheira. Se quiser umas dicas quentes de algumas bugigangas úteis pra levar em viagens, leia o post que fizemos sobre isso).

Dica: Outra coisa importante, saia bem cedo da manhã, por volta das 6:30. Assim, você curte a paisagem sem aquela crowd de turistas.

A primeira parada foi na famosa Maya Bay, onde o Leonardo Di Carpio gravou o filme A Praia. Outro destino, Monkey Beach, onde dezenas de macacos ficam perambulando entre os turistas pra descolar um lanchinho ou roubar algum pertence dos mais distraídos. Lá, muitas pessoas dão comida para os macacos como forma de atraí-los para aquelas fotos que vão direto para o Instagram. Bem, eu e o Duda não curtimos turismo que explora animais (isso inclui passeios com elefantes e fotos com tigres. Existem opiniões diferentes da nossa sobre esse tema, e respeitamos). Por isso, nessa ilha, preferimos curtir o mar azul e a água cristalina para fazer umas fotos incríveis (e sem macacos).
Bamboo Island foi outra parada. Areia branca e de faixa extensa. É bacana pra buscar uma sombra e fazer um picnic. É super organizada e tem até seguranças.

Depois de um dia maravilhoso, nosso jantar foi no Anna, bastante recomendado no Trip Advisor e que estava reabrindo para a temporada. Lá, tem alguns pratos mais ocidentais. Nessa noite, jantamos duas entradas, mais dois pratos principais e duas cervejas e gastamos 960 Baths, pouco mais de R$60,00. O legal lá é que todos precisam tirar o calçado para entrar no restaurante. Aliás, este é um hábito comum na Ásia. (Aliás, é um hábito bem interessante tirar o calçado sujo da rua antes de entrar em casa).

Saímos de Phi Phi Don e fomos para Railay. Fomos de ferryboat até o Krabi Pier. Lá, é preciso pegar um taxi para trocar de píer, depois pegar um longtail coletivo até o pier central de Railay.

O valor do ferry, com o longtail e do taxi (que ainda fez uma paradinha no supermercado) foi de 500 Baths, menos de R$ 50,00 (para os dois).

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Em Railay ficamos hospedados no Avatar, um hotel maravilhoso, de cinema. Nos primeiros dias ficamos numa suíte com varanda e vista para a piscina e para os paredões rochosos, que atraem centenas de escaladores do mundo todo. Alguns apartamentos têm saída direto pra piscina. Ficamos em um andar mais alto, com uma varanda de vista privilegiada. Nos andares inferiores, os apartamentos têm saída direto para a piscina por uma escadinha na varanda.

Ali perto, pelo East side, há 5 minutos de caminhada fica Ao Phra Nang Beach, onde ficam os paredões de escalada. Pra nós, é a melhor praia pra tomar banho. Ali, a gente alugou um caiaque por o equivalente a R$ 18,00 por duas horas. Sinceramente, faça isso. Você pode chegar bem perto das formações rochosas e curtir um super visual. Depois, vale a pena pegar uma praia e relaxar na areia. Final da tarde sempre dava uma chuvinha, mas nada que estragasse o passeio.

DICA: A melhor época de viajar para a Tailândia é entre outubro e novembro, por causa das monções. As chuvas fora desse período são fortes e frequentes e podem acabar com suas férias.

Logo na entrada da praia, na base dos paredões de escalada fica a Pranang Cave, um santuário ao espírito da Princesa da Fertilidade. Na caverna ficam centenas de estátuas fálicas. Há quem diga que quem deseja ter filhos, deve visitar essa caverna e acender um incenso.

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Final da tarde, o programa que você não pode perder é subir ao View Point. Lá de cima é possível ver a Loh Dalam Bay e a Tom Sai Bay. Dezenas de pessoas se reúnem para celebrar o pôr do Sol. É lindo e mágico.

Depois do sunset, fomos comer no Mangrove, um dos poucos lugares que servem a cerveja bem gelada. Os atendentes são extremamente educados e a comida é excelente. Comemos e bebemos muito bem e nossa conta total custou o equivalente a R$ 55,00

Gostamos demais de Railay. Por isso, decidimos ficar mais um dia. Como nosso quarto não estava disponível, ficamos no mesmo hotel, mas mudamos de acomodações. Fomos para outra parte chamada Vila, onde ficam uns sobrados. O quarto era incrível! Todo de vidro ao redor, totalmente integrado a natureza. Entre os amenities, toalhas de praia, bolsa de praia, chinelinhos, etc… Banheira no meio do quarto, e uma decoração linda. A diária custou em torno de R$ 200 com café da manhã, internet grátis, quatro garrafas de água e cafeteira no quarto. O Duda reservou pelo Hoteis.com

DICA: Caso precise de hotel de última hora, reserve pelo Hotéis.com (ou outro) e não na recepção do hotel para não pagar IOF. É possível pagar em 12 vezes sem juros no cartão e você ainda pontua com milhas para as próximas viagens.

No dia seguinte, nos despedimos de Railay levando um pedaço deste paraíso no coração. Destino: Bangkok. Essa parte da viagem, a gente conta em outro post.